Se nós somos o que comemos, é nosso direito inalienável saber exatamente O QUE estamos comendo. Por esse motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a veiculação do rótulo nutricional nas embalagens dos produtos, onde devem constar os ingredientes, valor energético e quantidade de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras e sódio do alimento, enquanto dados como a presença de vitaminas são opcionais. Mas como podemos extrair o máximo das informações ali presentes?

Para começar, é importante saber que, entre os ingredientes listados na embalagem, o primeiro é aquele que está em maior quantidade no produto, e o último, em menor quantidade. Por isso, quando em primeiro lugar encontramos algo como “açúcar” ou algum conservante ou aditivo químico, já podemos concluir que não se trata de um alimento muito saudável.

O valor energético é referente à quantidade de energia vindas dos carboidratos, proteínas e gorduras totais do alimento, expressa na forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ), enquanto o percentual de Valores Diários (%VD) indica o quanto o produto apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta de 2.000 calorias.

Os carboidratos têm como principal função o fornecimento de energia, e normalmente representa 60% do total de calorias do alimento. O ideal é que o rótulo discrimine o quanto desses carboidratos vem na forma de açúcares, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), devem representar no máximo 10% do total de calorias consumidas por dia, enquanto as proteínas, importantes para a construção e manutenção dos nossos órgãos e tecidos, idealmente respondem por 25% do total diário da dieta.

A soma das gorduras de todos presentes deve ser limitar a 15% do total diário das dietas, enquanto a gordura trans não deve ultrapassar 1% da dieta total. Já as saturadas, monoinsaturadas e poli-insaturadas devem responder por no máximo 10%, 20% e 10% da quantidade diária consumida, respectivamente.

 

O índice de colesterol deve ser avaliado com atenção por quem está com o LDL, considerado o “colesterol ruim”, elevado, e sua ingestão diária não deve ultrapassar 300mg. Já as fibra alimentares, presentes em alimentos de origem vegetal, auxiliam no funcionamento do intestino, e têm recomendação diária de consumo de 25 a 30g.

Por fim, se a quantidade de sódio presente no alimento for superior a 400mg em 100g, ele é considerado rico em sódio, e deve ser evitado.