O abacate, fruto do abacateiro (Persea americana), é nativo da América Central. Registros arqueológicos indicam que o fruto já era consumido por Maias e Astecas há 10.000 anos. Uma função atribuída ao abacate o tem colocado na posição de “fruta dos atletas” (e daqueles que querem manter a boa forma): sua propriedade ergogênica. É rico em gorduras insaturadas, que ajudam a controlar os níveis de triglicérides e colesterol.

Também é fonte de fibras (ajudam no trânsito intestinal), vitaminas A e E (combatem os radicais livres prejudiciais ao organismo) e substâncias antioxidantes como os carotenoides e a glutationa. O abacate é rico em um fitormônio chamado beta-sitoesterol, substância com estrutura química similar ao colesterol. O beta-sitoesterol modula o sistema imunológico e age como um potente anti-inflamatório. Essa substância no organismo aumenta os níveis de testosterona endógena.

Atuando no fígado, o beta-sitoesterol inibe a conversão de testosterona em seu competidor bioquímico, a diidrotestosterona. Dessa forma, há mais testosterona livre para exercer suas funções metabólicas de maneira satisfatória. E como reduz os níveis de diidrotestosterona circulante, pode auxiliar na prevenção do câncer de próstata. Outra propriedade do beta-sitoesterol é seu efeito antiestrogênico, que vai ao encontro das necessidades de um atleta que deseja reduzir efeitos típicos dos hormônios femininos (retenção de líquido, inchaço). Além disso, pode ser benéfico na prevenção de câncer de mama e útero, nos quais a proliferação das células cancerígenas é modulada por estrogênio. Por ter alto valor energético, pode ser indicado em dietas de ganho de peso; em contrapartida, também pode ser consumido (moderadamente) em dietas para perda de peso, pois o consumo de abacate (rico em fibras e gorduras) promove saciedade.

Os numerosos benefícios à saúde advindos de um único alimento colocam o abacate no topo da lista do cardápio de um atleta. De qualquer forma, para um melhor desempenho, consulte um profissional de sua confiança.